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Inquérito investiga furto de armas em prédio da Polícia Científica do TO

Ex-servidor confessou ter desviado armamentos; MP apura possíveis cúmplices na ação criminosa.

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Investigação apura furto de armas em prédio da Polícia Científica do Tocantins

O Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO) lançou um inquérito civil nesta quarta-feira (4) para investigar o furto e a venda ilegal de armamentos sob a custódia do 7º Núcleo Regional de Perícia Criminal em Gurupi. A ação se segue à condenação de um ex-servidor, que confessou ter retirado entre 15 e 16 armas do local.

Condenação do ex-servidor e implicações da investigação

João Victor Gomes Holanda, o ex-servidor condenado, admitiu ter furtado as armas para vendê-las. A iniciativa do MPTO visa não apenas responsabilizar o ex-servidor, mas também identificar se outros funcionários públicos estavam envolvidos ou facilitaram o crime. O inquérito apura ainda possíveis atos de improbidade administrativa e os danos financeiros ao Estado, além de investigar as falhas nos controles que permitiram o desvio.

Condições inadequadas de segurança

Relatórios da Superintendência da Polícia Científica destacam que, entre janeiro e julho de 2025, o núcleo pericial estava instalado em um prédio alugado que carecia de segurança básica. O local não contava com câmeras de vigilância, detector de metais ou controle de acesso.

Informações adicionais sobre o inquérito

O MPTO, através da 2ª Promotoria de Justiça de Gurupi, estabeleceu um prazo de 15 dias para que diferentes órgãos estaduais respondam a solicitações de informações. Entre as exigências, a Polícia Científica deve fornecer uma lista detalhada das armas furtadas, enquanto a Secretaria da Administração deve esclarecer o vínculo do ex-servidor com a instituição.

A investigação, que possui um prazo inicial de um ano para conclusão, busca garantir que os responsáveis sejam efetivamente responsabilizados. Até o momento, as armas subtraídas ainda não foram recuperadas.

As ações do MPTO e da Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP/TO) refletem um compromisso com a legalidade e a transparência, assegurando que desvios de conduta não serão tolerados. O ex-servidor não faz mais parte da instituição, e a SSP/TO afirma que colaborará integralmente com a apuração quando formalmente solicitada.

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